Recentemente auto exclui-me da comemoração dos 50 anos do Jardim Infantil Pestalozzi. Por timidez, apenas. Mas o meu filho, aluno antigo de há 3 anos, foi, divertiu-se e contou-me de umas “raparigas do teu ano que entraram na sala do quarto ano aos gritos histéricos”. Bonito, o “raparigas do teu ano” :)
Johann Heinrich Pestalozzi, pedagogo suíço nascido no séc. XVIII, defende a universalidade do ensino público numa época em que tutores ensinavam elites e as crianças contribuíam para a revolução industrial. Vem dizer que educação é o desenvolvimento harmonioso de todas as potencialidades da criança e não tão só e apenas do intelecto. A escola, a sala de aula, deve organizar-se segundo o modelo de uma família e os alunos devem participar activamente, e com todos os sentidos, na aprendizagem.
Na base do ensinar e do aprender, está a experiência directa, vai-se do concreto para o abstracto, do simples para do complexo, da casa para o mundo.
Identifico-me com este olhar interessado e bondoso para as crianças. Subscrevo, por exemplo, tudo quanto li de João dos Santos ou de Gianni Rodari. Um fala de psicologia outro de criatividade na escrita, mas estão unidos no respeito, curiosidade e amor pela criança.
Há muitos outros autores, muitas escolas e muitos professores, que fazem do ensino uma experiência de vida gratificante. Por isso, e com tanto que hoje se sabe de pedagogia e psicologia infantil, tanto me espanto quando ouço enormidades sobre coisas que se passam em salas de aula.
Voltando... da minha infância recordo vivamente três cenários: o do Pestalozzi, o da casa dos meus avós na Serra da Estrela das férias e o da casa de madeira na praia com dunas.
Destas três casas, diga-se, só permanece inalterada a escola.
Mas, mesmo que assim não fosse, o Jardim Infantil Pestalozzi está ligado a uma recordação de infância tão rica e tão feliz que às vezes penso que foi a altura em que fui o melhor de mim.
Uma infância feliz é uma coisa que alimenta para toda a vida.
Não importa se, como dizem alguns psicólogos, ela seja reconstruída pela nossa ânsia. Mais do que um lugar onde se volta, é uma fonte de inspiração. Não queremos ser todos puros, bons, espontâneos, capazes de tudo o que somos capazes de fazer?
Na curva descendente onde me encontro, fico feliz quando me acho parecida comigo no Pestalozzi.
Parece-me justo homenagear as pessoas e a escola: a lucidez e sensatez da Lucinda Atalaia, a autoridade natural da Cândida, a coração e colo grandes da Berta...
Johann Heinrich Pestalozzi, pedagogo suíço nascido no séc. XVIII, defende a universalidade do ensino público numa época em que tutores ensinavam elites e as crianças contribuíam para a revolução industrial. Vem dizer que educação é o desenvolvimento harmonioso de todas as potencialidades da criança e não tão só e apenas do intelecto. A escola, a sala de aula, deve organizar-se segundo o modelo de uma família e os alunos devem participar activamente, e com todos os sentidos, na aprendizagem.
Na base do ensinar e do aprender, está a experiência directa, vai-se do concreto para o abstracto, do simples para do complexo, da casa para o mundo.
Identifico-me com este olhar interessado e bondoso para as crianças. Subscrevo, por exemplo, tudo quanto li de João dos Santos ou de Gianni Rodari. Um fala de psicologia outro de criatividade na escrita, mas estão unidos no respeito, curiosidade e amor pela criança.
Há muitos outros autores, muitas escolas e muitos professores, que fazem do ensino uma experiência de vida gratificante. Por isso, e com tanto que hoje se sabe de pedagogia e psicologia infantil, tanto me espanto quando ouço enormidades sobre coisas que se passam em salas de aula.
Voltando... da minha infância recordo vivamente três cenários: o do Pestalozzi, o da casa dos meus avós na Serra da Estrela das férias e o da casa de madeira na praia com dunas.
Destas três casas, diga-se, só permanece inalterada a escola.
Mas, mesmo que assim não fosse, o Jardim Infantil Pestalozzi está ligado a uma recordação de infância tão rica e tão feliz que às vezes penso que foi a altura em que fui o melhor de mim.
Uma infância feliz é uma coisa que alimenta para toda a vida.
Não importa se, como dizem alguns psicólogos, ela seja reconstruída pela nossa ânsia. Mais do que um lugar onde se volta, é uma fonte de inspiração. Não queremos ser todos puros, bons, espontâneos, capazes de tudo o que somos capazes de fazer?
Na curva descendente onde me encontro, fico feliz quando me acho parecida comigo no Pestalozzi.
Parece-me justo homenagear as pessoas e a escola: a lucidez e sensatez da Lucinda Atalaia, a autoridade natural da Cândida, a coração e colo grandes da Berta...
Ah! Esqueci-me de dizer: odeio a expressão “a criança que há em mim”.
2 comentários:
O Pestalozzi ainda hoje marca pela diferença; um sítio onde se cresce de forma saudável, harmoniosa e feliz. Que bom seria se existissem mais escolas assim...
Sou ex aluna, e fui ao almoço comemorativo dos 50 anos.
Fomos certamente afortunados pelo facto de no nosso caminho ter surgido esta casa.
Não foi um reencontro de "cri-cri" mas sim de boa disposição e continuidade.
Um beijo grande Lucinda.
PC
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